GUY JOSEPH - FOTOGRAFIA DIGITAL .

















14/09/2004 09:46


A sensibilidade dos sensores digitais garantem a fidelidade das cores

Reprodução das Cores
Como sabemos, a luz não passa de uma forma de energia eletromagnética, relacionada com o rádio, o radar, os raio-x, etc. Ela se propaga a partir de uma fonte de luz (das lâmpadas comuns, ao nosso Sol), em movimentos retilíneos, descrevendo ciclos em forma de ondas regulares que vibram perpendicularmente à direção de sua propagação. Embora não seja de nosso interesse o estudo da física, é importante compreender algumas de suas propriedades, principalmente em função das cores.
A luz captada pelos olhos humanos constitui uma faixa relativamente estreita de sua energia magnética irradiada, que se distribui aproximadamente entre 400 e 700 nm2. Esta faixa constitui o chamado espectro visível, e dentro dele cada comprimento de onda produz um estímulo diferente na parte posterior de nossos olhos – assim são percebidas as cores. A mistura de todos os comprimentos de onda do espectro visível é o que chamamos de luz branca.
As cores são assim distribuídas no espectro visível: antes dos 400 nm existe a chamada luz ultravioleta, invisível para o olho humano. A partir dos 400 nm, a luz passa a ser perceptível, e é de um violeta profundo, tornando-se azul na medida em que o comprimento da onda se aproxima de 450 nm. Esse azul vai cedendo lugar à um verde azulado por volta dos 500 nm, e a partir dos 580 nm começa a surgir o amarelo. Já nos 600 nm o amarelo vai passando para o laranja, e perto dos 650 nm, o vermelho vai escurecendo paulatinamente, até que a vista humana não consegue mais enxergar a luz, que passa ao infravermelho.
É importante notar, que tudo o que vemos (e pode ser fotografado), dependendo dos objetos que refletem os raios de luz, e que são tanto mais visíveis quanto mais próximos estiverem de uma fonte luminosa. Isso tem conseqüências práticas importantes para a fotografia em geral, principalmente em função da exposição correta (abertura do diafragma e velocidade do obturador), que no caso da fotografia digital não é diferente, em função da sensibilidade necessária para um sensor de imagem capturar as cores. Existem diversas implicações no modo como as fotocélulas que compõem um sensor percebem a luz, e como o chip do sensor processa essas informações, conforme veremos adiante.
Um dos grandes problemas da fotografia em geral, desde os seus primórdios, sempre foi o da captura fiel das cores tais como as vemos na natureza, pois isso é praticamente impossível de ser reproduzido por material fotográfico. A amplitude de cor existente na natureza não pode simplesmente ser embalada por nenhum mecanismo artificial humano, exceto os nossos próprios olhos.
Nas primeiras emulsões fotográficas, em branco e preto, apenas os objetos azuis eram percebidos pelo filme, ficando os de outras cores invisíveis. Mais tarde surgiu o filme orthocromático, que chegava até o verde, ignorando os tons laranja e vermelho. Finalmente, com o pancromático, as fotos passaram a cobrir quase todas tonalidades, mas com limitações. Os filmes a cores também sempre sofreram do mesmo problema, principalmente na hora de copiar a imagem em papel fotográfico. De qualquer modo, até hoje nenhum tipo de filme conseguiu cobrir com perfeição as cores da natureza.
A fotografia digital enfrenta, ainda, o mesmo problema. A amplitude de cores que um sensor digital consegue capturar também é ligeiramente inferior, por exemplo, ao de um filme de slides, embora já esteja ao nível do filme tradicional em negativo, colorido.

enviada por Guy






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