GUY JOSEPH - FOTOGRAFIA DIGITAL .

















29/08/2004 09:44


Cena noturna, com abertura máxima e velocidade do obturador longa.

Usando a Velocidade do Obturador e Abertura de Diafragma em Conjunto
Sabemos que, tanto a velocidade do obturador como a abertura do diafragma afetam a exposição (a quantidade total de luz que atinge o sensor da imagem), podendo-se controlar a qualidade da imagem, se a foto será mais clara ou escura, mais nítida ou menos nítida, e assim por diante. A velocidade do obturador controla o tempo que o sensor da imagem será exposto à luz e a abertura controla a quantidade de luz que entrará para compor a imagem. O fotógrafo, ou o sistema automático da câmera, pode casar uma velocidade de obturador curta (para deixar entrar luz num período breve), com uma abertura grande (para deixar entrar mais quantidade de luz); ou uma velocidade de obturador lenta (para deixar entrar luz por um período maior) e uma abertura pequena (para deixar entrar menos luz). Em termos técnicos, não faz diferença a combinação usada. Contudo, os resultados não serão os mesmos, daí a magia de se controlar manualmente a câmera, ao invés de deixar ao sistema automático. É controlando de forma criativa essa combinação de velocidade e abertura, que se pode obter as melhores fotografias.
A profundidade de campo também será afetada. A conjugação desses fatores, e o controle sobre eles, é que fazem a diferença entre fotos medianas e fotografias de grande qualidade.
Como vimos, cada abertura de um número f/ determina metade ou o dobro da abertura seguinte (para mais ou para menos). Assim, uma abertura de f/8 deixa entrar metade da luz de uma abertura de f/5.6. Já uma velocidade de obturador de 1/60 s deixa passar metade da luz que uma abertura de 1/30. Se o fotógrafo mudar a regulagem de uma exposição que mostra luz correta (balanceada) de f/8 com 1/30 s para f/5.6 com 1/60, obterá o mesmo resultado técnico correto – só que a profundidade de campo muda, assim como o controle dos movimentos – portanto, na primeira foto, teremos maior profundidade de campo com menos velocidade, na segunda, o contrário. Quanto maiores as diferenças nos controles, mais dramáticos serão os resultados da foto.
Para a fotografia “padrão”, precisa-se de uma média de velocidade em torno de 1/60 e de abertura f/5.6. Velocidades menores resultarão em tremidas (embora um tripé possa ajudar) e aberturas menores limitarão a profundidade de campo. Uma câmera automática “pensa” pelo padrão, assim dificilmente se obterão fotos espetaculares com um sistema totalmente automático.
- Para os objetos em movimento rápido, será necessária uma velocidade maior para congelar o movimento, embora a distância focal das lentes, a proximidade do objeto e a direção do movimento também afetem a nitidez final da foto.
- Para uma profundidade de campo, máxima, com a cena nítida do mais próximo ao mais distante elemento da foto, será necessária uma abertura de diafragma menor, embora a distância focal da lente e a distância em relação aos objetos do cenário também afetem o resultado final.

enviada por Guy






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