GUY JOSEPH - FOTOGRAFIA DIGITAL .

















25/08/2004 09:15


A iluminação do espetáculo, muitas vezes, não permite o uso do flash.

O Obturador e a Exposição
O obturador impede a entrada de luz no sensor de imagem (o filme, na fotografia convencional), exceto durante a exposição, quando abre sua cortina para permitir a passagem da luz, atingindo o sensor de imagem. O período de tempo em que a cortina do obturador permanece aberta interfere tanto na exposição da imagem como no movimento. Velocidades baixas de exposição do obturador deixam a luz atingir o sensor da imagem por mais tempo, permitindo uma foto mais brilhante. Velocidades mais rápidas permitem menos tempo de luz, e assim a foto resulta mais escura.
Somado ao diafragma (a quantidade de luz que atingirá o sensor de imagem), a velocidade do obturador é o mais importante controle, existente que se tem, para a captura da imagem na fotografia. Entender a função da velocidade do obturador é vital quando se pretende que um objeto apareça nítido ou tremido na fotografia. Quanto mais tempo o obturador ficar aberto, mais possibilidades de imagem sair tremida (tanto em função de movimentos do objeto, como por qualquer vibração da câmera nas mãos do fotógrafo).
Apesar das câmeras digitais poderem selecionar automaticamente qualquer fração de segundo para uma exposição, há uma série de controles que são comumente utilizados quando se usa uma câmera ajustada manualmente e que não podem ser feitos em câmeras digitais simples. A velocidade tradicional de disparo do obturador (listada a seguir, das velocidades mais rápidas às mais lentas), inclue 1/1000, 1/500, 1/250, 1/125, 1/60, 1/30, 1/15, 1/8, 1/4, 1/2, e 1 segundo (em câmeras mais sofisticadas podem chegar a 1/35.000, num extremo e no outro deixar o obturador aberto pelo tempo que o fotógrafo quiser). Essas medidas, representam milésimos de segundo, tempo em que o obturador deixa passar a luz, que vai sensibilizar o sensor que captura a imagem.

O Momento Certo
Fotógrafos tornaram-se famosos por capturar sempre “o momento exato” quando ações acontecem e apenas num único momento a torna interessante. O famoso fotógrafo francês Cartier Bresson, falecido neste ano de 2004, foi quem primeiro chamou a atenção para o que ele chamava de “momento decisivo”, onde a foto tem o momento exato para ser realizada. Depois desse instante mágico, o assunto perderia a força dramática que teria, revelada em uma foto de excepcional qualidade. Para isso o fotógrafo precisa estar sempre pronto. Nunca se atrapalhar com a câmera e seus controles, perdendo oportunidades únicas. A grande maioria das câmeras digitais tem um sistema de disparo automático que deixa o fotógrafo livre de preocupações, mas por outro lado essas câmeras têm problemas que torna os "momentos decisivos" mais difíceis de serem obtidos. Nas câmeras digitais mais simples, amadoras, acontece uma demora (retardo), entre o momento de pressionar o botão disparador e a efetiva tomada da foto. Isso porque, no primeiro momento em que se pressiona o botão, a câmera rapidamente realiza um certo número de tarefas: primeiro limpa o CCD (sensor), de alguma imagem anterior, depois corrige o balanço de cor, mede a distância e estabelece a abertura do diafragma, e finalmente dispara o flash (se necessário) e faz a foto. Todos esses passos tomam tempo e a ação pode ter já ocorrido quando finalmente a foto é feita. Assim, fotografia de ação com uma câmera digital amadora (esportes, por exemplo), é praticamente impossível. Somente as chamadas câmeras avançadas, ou semi-profissionais, e as SLR Digitais Pro, têm capacidade de fazer fotos em seqüências rápidas inferiores a um segundo.
Além do que, ocorre um longo intervalo entre a foto tirada e a disponibilidade da câmera ficar pronta para uma nova foto, já que a imagem capturada primeiro, precisa ser armazenada na memória da câmera. Como a imagem precisa ser processada, uma certa quantidade de procedimentos são requeridos e isso pode tomar alguns segundos (que parecerão uma eternidade para um fotógrafo que precisa fotografar uma ação rápida), já que não poderá ser feita outra foto, enquanto isso tudo não for processado e a foto ser armazenada no cartão de memória.
Mesmo nas câmeras SLR digitais, com mais recursos, pode ocorrer uma limitação na quantidade de fotos que se tira em seqüência, em função do tempo que a câmera necessita para gravar a imagem num cartão de memória (o que pode depender da velocidade de gravação e leitura do próprio cartão). Por exemplo, uma câmera digital pode fazer fotos numa velocidade de 3 tomadas por segundo, até um máximo de 8 imagens. Isso tudo, por enquanto, pois os laboratórios devem estar tentando resolver essas questões para tornar a fotografia mais rápida, do que ela é atualmente. Com certeza!

enviada por Guy






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