GUY JOSEPH - FOTOGRAFIA DIGITAL .

















06/03/2007 11:40



Capa do livro Terra da Gente Paraíba do fotógrafo Guy Joseph

O livro Terra da Gente Paraíba pode ser encontrado nas livrarias da Capital paraibana e também, através do site: www.terraparaiba.com
Pontos de venda, onde se encontra o livro, Terra da Gente Paraíba: Livraria Siciliano do Manaíra Shopping - O Sebo Cultural - Parahyba Café - Lojinha do Museu da Energia na Usina Cultural Saelpa - Câmera Shop do Retão de Manaíra - Livraria Prefácio do Shopping Center Tambiá -Livraria Prefácio do Mag Shopping - Livraria Zarinha - Casa dos Fotógrafos do Carrefour - Banca de Revistas do Manaíra Shopping e Loja de Artesanato da Fortaleza de Santa Catarina em Cabedelo.

Visite o site: www.terraparaiba.com

Veja o blog: http://www.terradagenteparaiba.blogger.com.br


enviada por Guy



03/11/2004 19:04


Quase todas as imagens abertas no computador, precisam de ajustes.

Editando Imagens
A maioria das fotografias digitais, quando são descarregadas e abertas no computador, estão teoricamente prontas para impressão. Contudo, nem sempre se encontram otimizadas, ou seja, é como se alguém tirasse uma foto comum e percebesse que a imagem está sem contraste, ou muito escura, etc. No caso da foto tradicional nada há a fazer, a não ser que a pessoa possua um quarto escuro e vários recursos e equipamentos para preparar cópias corrigidas dentro de determinados limites. Só que enquanto a fotografia convencional permitiria que se corrigisse as falhas, num processo demorado e apenas uma cópia em papel por vez, no computador o fotógrafo pode editar a imagem, melhorando sua qualidade em alguns minutos ou até menos, do tempo dispendido, e nunca mais precisar mexer nela. Depois, sempre que necessitar tirar mais cópias, seja para distribuição on-line ou para imprimir, o original estará perfeito e pronto para que possam ser feitas novas cópias.
Para isso, utilizam-se programas específicos para correção de detalhes, que vão de um problema simples, como olhos vermelhos, brilho, contraste, até os mais sofisticados e difíceis, como correção de cores por canais individuais, níveis, etc.
Se o usuário é amador, ou seja, não tenha necessidade de enviar a foto para impressão em revistas ou uso publicitário, softwares simples resolvem os pequenos problemas. Contudo, se você é um fotógrafo mais exigente, ou com pretensões profissionais, então o caminho certo, é adotar o Adobe Photoshop, para tratar as suas imagens.

enviada por Guy



16/10/2004 09:55

As imagens fotográficas devem ser guardadas em midia confiável.

Gerenciando Fotos
Quando estamos falando de imagens digitais num computador, existem dois caminhos a serem tomados para quem quer lidar com fotografia: organizar as imagens de modo a encontrá-las facilmente, ou seja, criar uma espécie de álbum de fotografia virtual, e saber como tratar as imagens para que estas fiquem otimizadas, tanto para visualização como para impressão. Comecemos pela organização das fotos: logo que você começa a trabalhar com imagens digitais, vai se deparar com o problema de como encontrar rapidamente aquela fotografia do aniversário de seu filho. Ou das últimas férias. Se num álbum real a gente logo reconhece as fotos enquanto vai folheando as páginas, no computador a coisa é um pouquinho diferente. Mas, vale a pena aprender a organizar os arquivos de imagens, evitando o caos generalizado e até a perda acidental de importantes imagens que não podem ser refeitas.
Quem está acostumado a organizar seus arquivos de texto ou outro tipo qualquer já tem noção de alguns princípios de organização. Normalmente a gente adota pastas com os nomes adequados para cada assunto, e vai colocando os arquivos pertinentes dentro de cada pasta.
Recomendamos o mesmo sistema para fotografias. Independente do software de catalogação que você possa adotar, por princípio sempre é bom ter um sistema pessoal de organização em seu computador independente de softwares.
Existem inúmeros softwares para gerenciar imagens num microcomputador. Alguns interessam apenas a amadores, que se limitam a visualizar pequena quantidade de imagens na tela, outros são projetados para profissionais, permitindo gerenciar extensos bancos de imagens por palavras-chave, inclusive por meio de servidores na Internet.
E se você quer levar mesmo fotografia digital a sério, outra recomendação fundamental é adquirir um gravador de CD-ROOM. Assim, é possível armazenar uma grande quantidade de imagens, mesmo em alta resolução, gravando-se em CDs. A tecnologia disseminada do CD-ROOM, chegou a um estágio, bastante atraente de custo/benefício, onde a midia CD sai mais barato do que os antigos e frágeis disquetes magnéticos.

enviada por Guy



13/10/2004 07:32


Depois de realizada, as fotos devem ser tranferidas para o computador

Transferindo Arquivos de Imagens
Chegamos agora ao que mais interessa, na prática, ao fotógrafo: uma vez feita a foto, como transferi-la para o computador, tratá-la e otimizá-la, através de algum software e depois armazená-la, para preservá-la, adequadamente.
Existem diversos modos de transferir as imagens de uma câmera digital, para um computador. O menos recomendado é através da porta serial, por ser um processo de comunicação muito lento e não muito confiável. Consideramos que o modo mais prático, é usar uma câmera com saída USB conectada diretamente ao computador. Funciona de um modo bem simples: basta instalar o drive da câmera no sistema operacional, depois é só conectar a câmera na porta USB através de cabo apropriado que já vem com a câmera. Surge um menu de transferência na tela, ou o cartão de memória da câmera aparece como se fosse mais um disco de armazenamento do computador, sendo-lhe atribuído uma letra. Por exemplo, se o seu computador tem o disco rígido como C: e o CD-ROM como D:, a câmera, uma vez acoplada, surgirá como E:
Assim, bastará clicar sobre o ícone de E: para acessar o cartão da câmera diretamente no computador. Depois basta selecionar e arrastar os arquivos de fotos, como se faz para copiar ou mover arquivos entre pastas do Windows, por exemplo, para transferir as fotos para o disco rígido. Existem, ainda, diversos dispositivos leitores de cartão, que são conectados ao computador. Neste caso, o cartão da câmera é inserido no dispositivo leitor, que faz a transferência para o microcomputador. Esses leitores de cartões, são relativamente baratos e podem permanecer conectados ao computador, a espera da hora em que serão utilizados. A principal vantagem do leitor de cartões, além da rapidez de leitura, é a economia das baterias da câmera.

enviada por Guy



10/10/2004 20:29

As fotografias digitais precisam ser armazenadas em cartões de memória

Cartões de Memória
Agora que já temos uma idéia de como as máquinas fotográficas digitais capturam e salvam a imagem, vamos chegar a um ponto muito importante e crucial: o armazenamento físico das fotos capturadas.
Gravar as fotografias, como arquivos de imagem, é uma das tarefas mais difíceis e, ainda, limitantes para o equipamento digital. O problema é que fotografias em alta resolução, com qualidade para ser impressa em tamanhos razoáveis, formam arquivos muito grandes.
Este é, de fato, ainda um dos fatores não satisfatoriamente e completamente resolvidos na fotografia digital. Como sabemos, para se tirar 36 fotografias no formato TIFF em alta resolução (o que corresponderia a quantidade de fotos de um filme tradicional), seriam necessários nada mais nada menos que 324 MB de espaço num cartão de memória. Sim, é verdade que já existem cartões dessas dimensões e até de maior capacidade, chegando até os 2 gigabytes, mas que ainda custam muito caro. Para baratear custos, os fabricantes costumam entregar, junto com a câmera, cartões de memória digitais de 8 ou 16 MB de capacidade. Muito pouco, como se percebe, quando se fala em altas resoluções destinadas à impressão. Contudo, quando a idéia são fotos para a Internet, tipo 640 x 480 pixels, que representam arquivos por volta de 10 kbs, pode-se tirar centenas de fotos num cartão de memória de 8 MB.

enviada por Guy



08/10/2004 07:15


As imagens destinadas à impressão gráfica, devem ser salvas em TIFF.

O Formato TIFF
O formato TIFF (Tag Image File Format), foi originalmente desenvolvido para salvar imagens capturadas por scanners e para uso profissional em programas editores de imagens. Este formato, sem compressão e sem perda de qualidade, é largamente aceito e praticamente reconhecido por qualquer software e sistema operacional, impressoras, etc. Além disso, é o formato preferido para aplicações em editoração eletrônica e na indústria gráfica, onde os originais que servirão para a gravação e impressão, utilizam o formato TIFF. O TIFF também é um modo de cores de 24 bits.

O CCD RAW
Quando um sensor de imagem captura informação que gera uma imagem, algumas câmeras digitais sofisticadas, permitem que se salve um arquivo não processado, ainda “cru”, por isso é chamado RAW. Este formato contém tudo o que a câmera digitalizou. O motivo para seu uso é livrar o processador da câmera digital da tarefa de realizar os cálculos necessários para otimização da imagem digital, possibilitando que isso seja feito no computador. Uma imagem em RAW terá, depois de aberta no computador e otimizada, de ser salva num formato qualquer para ser utilizada.
Uma vantagem desse formato é poder gerar um arquivo menor do que no formato TIFF, pelo menos 60%. Como um computador terá muito mais capacidade de processamento que a câmera, a imagem final também terá melhor qualidade do que se for diretamente salva pela própria câmera em formatos JPEG ou TIFF. Contudo, vale notar que o usuário deverá ter domínio de técnicas de otimização de imagem para poder aproveitar este formato.
Importante: de qualquer modo, utilizando a câmera, seja ela qual for, o fotógrafo mais exigente terá que aprender a conviver com softwares editores de imagens de modo a corrigir pequenos problemas de processamento incorreto gerado no arquivo da imagem pela câmera digital - os processadores desta sempre serão mais limitados do que os dos computadores, e assim, a imagem sempre terá algum trabalho a ser feito.

enviada por Guy



06/10/2004 08:56


O Jpeg é usado na gravação de imagens, pelas câmeras digitais.

Formatos Para Câmera Digital
Praticamente todas as câmeras digitais salvam as fotos no formato JPEG, embora algumas poucas (as mais sofisticadas) também o façam em TIFF. Algumas ainda salvam no modo original em que capturam a imagem, também conhecido como formato RAW (palavra que significa cru, natural, matéria-prima). Vamos conferir as principais características de cada um desses formatos.
JPEG
O formato JPEG (Joint Photographic Experts Group), no Brasil chamado de “jota-peg”, é um dos mais populares, principalmente para exibição de fotos na Web. Ele tem duas características importantes:
A primeira é que o JPEG utiliza um esquema de compressão que sofre perdas, mas o grau de compressão (e conseqüente perda de qualidade) pode ser ajustado. Em resumo, muita compressão, muita perda, pouca compressão, pouca perda.
A segunda é que este formato suporta 24 bits de cores. Já o formato GIF, o outro tipo de arquivo muito utilizado na Internet suporta apenas 8 bits.
Um detalhe importante é que se uma foto em JPEG for aberta e depois salva novamente, cada vez que é salva torna a ser comprimida, o que gera mais perda. Portanto, a perda de qualidade é acumulativa. Para evitar que uma imagem vá se deteriorando, deve-se abri-la e tornar a salvá-la o menos possível. Uma recomendação quando se trabalha com imagens em JPEG é salvar um original em TIFF (formato sem compressão como veremos adiante), e sempre que for necessário trabalhar nesse formato, para somente no momento de enviar a foto ou disponibilizá-la por outros meios (como a WEB) gravar a imagem em JPEG.
Em termos práticos, quando se utiliza o formato JPEG, que é praticamente o padrão utilizado pelas câmeras digitais por causa do problema de falta de espaço para armazenamento de arquivos, na primeira vez em que o arquivo é aberto a perda é quase imperceptível em relação a uma mesma foto salva sem compressão. Contudo, se a mesma imagem for sendo editada, aberta e novamente salva, consecutivamente, vai chegar um momento em que a perda será notável.
O formato de imagem JPEG pouco tem mudado desde que surgiu. Contudo, recentemente se trabalhou num novo projeto de formato JPEG pelo Digital Imaging Group (DIG).O novo formato JPEG tem 20% a mais de compressão com menos perda de qualidade, ou seja, ficou ainda melhor. Contudo, ainda não está sendo utilizado pelos softwares mais importantes.

enviada por Guy



30/09/2004 09:33


Existem formatos para armazenar imagens, com e sem a compressão.

Formatos de Imagens e Compressão
Existem dois tipos de formato para imagens: os formatos próprios dos softwares (padrões), e os formatos de aplicação geral para transferência entre diferentes mídias e até sistemas operacionais. Conforme novos programas surgem, os desenvolvedores tem apresentado a tendência de criar formatos próprios para suas aplicações, que só podem ser “lidos” pelos seus próprios softwares. Parte disso é em função de levar vantagem sobre a competição, e parte a necessidade de se projetar novos procedimentos e possibilidades. De qualquer modo, formatos próprios podem causar problemas quando se quer transferir as imagens para outros programas.
Como formatos próprios são limitados, os formatos para transferência são projetados para possibilitar que as imagens possam ser abertas por praticamente qualquer programa. Assim, alguns se tornaram padrões – qualquer aplicativo pode abri-los e salvar imagens com sua extensão.
Quando se digitaliza uma foto, o tamanho do arquivo é bem grande, se comparado a outros arquivos de um computador. Uma imagem de baixa resolução em 640 x 480 pixels, por exemplo, pode ter até 307.200 pixels, o que resulta num tamanho de arquivo, sem compressão, de quase um megabyte. Portanto, a compressão de imagens é uma necessidade, ou o disco rígido do computador ficaria lotado somente com suas fotos.
Durante a compressão, as informações são duplicadas e tudo o que não tiver valor é eliminado ou salvo de modo resumido, reduzindo o tamanho do arquivo. Quando a imagem é editada ou apresentada, o processo de compressão é revertido.
Existem dois modos de compressão – com ou sem perda – e a fotografia digital utiliza os dois modos. A chamada lossless compression (menos perda), comprime uma imagem de tal modo que a qualidade é mantida. Embora pareça a ideal, não proporciona redução significativa do arquivo, que geralmente fica reduzido a um terço do tamanho original. O padrão mais utilizado é o LZW (Lempel-Ziv-Welch), que tanto em arquivos GIF como TIFF produz compressão de 50 a 90%.
A maioria das câmeras digitais utiliza o sistema de compressão com perda, já que o espaço para armazenagem de imagens é extremamente complicado e caro e, em geral, a qualidade é mantida por meio do JPEG em qualidade máxima de compressão. O formato descarta informações não importantes da imagem. Por exemplo, se grandes áreas do céu são azuis, só o valor de um pixel precisa ser salvo – quando a imagem é aberta, aquele valor é aplicado para todo o conjunto. Por isso os tamanhos de arquivos comprimidos variam muito, pois dependem de quanta informação de cor existe na imagem.
Contudo, como a qualidade é afetada pelo grau de compressão, para o usuário mais exigente e para profissionais, as câmeras mais avançadas permitem que se opte pela imagem em TIFF, o que obriga a um cartão de memória de grande capacidade.

enviada por Guy



29/09/2004 19:49


Todas as imagens digitais são armazenadas em arquivos de bitmap.

Armazenamento de Imagens
As imagens digitais são armazenadas em arquivos de bitmaps – uma série de pixels individuais. Ao longo dos anos, grande número de diferentes formatos de arquivos de bitmap foi desenvolvido. Cada um tem suas características particulares que o tornam adequado para determinado uso. Entretanto, vários desses formatos também caíram em desuso ou são utilizados somente em circunstâncias especiais. Conforme novas necessidades surgem, como imagens para serem vistas na web, novos formatos de arquivos aparecem. De qualquer modo, todas as imagens (não-animadas), que se encontram na web ou em programas multimídia, bem como a maior parte das imagens que se vê impressas, foram criadas ou editadas no computador como digitais.
Imagens em bitmap (ou mapa de bits), são formadas por pixels e são definidas por suas dimensões (em pixels), bem como pelo número de cores incorporadas. Por exemplo, quando se amplia uma pequena área de uma imagem de 640 x 480 pixels, os pequenos pixels misturam-se a tons contínuos do mesmo modo que fotos ampliadas de um jornal apresentam uma mistura de pontos (retículas), indefinidos. Cada um dos pequenos pixels pode ter uma escala de cinza ou uma cor. Utilizando-se 24 bits de cor, cada pixel pode assumir qualquer uma das 16 milhões de cores possíveis. Todas as fotografias e pinturas digitais são em bitmaps, e qualquer tipo de imagem assim, pode ser salva ou exportada. Quando se imprime qualquer formato de imagem numa impressora laser ou jato de tinta, a imagem é primeiro convertida, tanto pelo computador como pela impressora em bitmap, de tal modo que seja impresso em forma de pontos.
Os bitmaps são amplamente usados, mas sofrem de dois problemas inevitáveis:
- só podem ser impressos ou visualizados no tamanho determinado pelo número de pixels existentes na imagem. Imprimindo-se ou visualizando-se em outro tamanho pode resultar numa imagem com aberrações óticas. - para manter a qualidade, o arquivo salvo deve ter informações precisas sobre cada pixel e cores. Desse modo, os arquivos gerados em bitmap serão muito grandes. Para diminuir este problema, alguns formatos gráficos, como GIF e JPEG foram criados para armazenar imagens num formato comprimido.

enviada por Guy



28/09/2004 06:00

Canais de Cores
As cores de uma imagem podem ser controladas, cada uma delas, de forma independente e isto é chamado canal de cor. Se um canal de 8 bits de cor é usado para cada cor num pixel – vermelho, azul e verde – as três cores combinadas somam 24 bits de cor. Na seqüência no tópico anterior, observamos três imagens de uma mesma foto, cada uma delas apresentada num único canal de cor. Eu me baseei no programa de tratamento de imagens, Photoshop para este exemplo. Observe as diferenças, de como o computador trata cada um dos canais.
Quando se usa o recurso da interpolação para ampliar artificialmente uma imagem é preciso haver informação suficiente ao redor dos pixels para contribuir com a informação de cores, o que nem sempre é o caso. Sensores de imagens de baixa resolução tem um problema de cores irreais que ocorrem quando um ponto de luz na cena original é somente grande suficientemente para um ou dois pixels. Os pixels vizinhos, não contém nenhuma informação de cor sobre o pixel, assim a cor naquele ponto pode aparecer sem qualquer ligação com a imagem que o cerca.

enviada por Guy



24/09/2004 11:26


As cores são formadas, à partir dos tons de cinza, utilizando-se filtros.

Do Cinza Surgem as Cores
Os sensores de imagens das câmeras digitais, que trabalham com o modo de cores RGB (o mesmo dos monitores), gravam apenas em escala de cinzas – uma série de 256 tons de cinza que vai do branco puro ao preto puro. Basicamente, os sensores só capturam o brilho.
Como então, os sensores capturam cores quando tudo o que fazem é gravar cinzas? A resposta está no uso de filtros vermelhos (R), (G), verdes e Azuis (B), para separar as luzes refletidas de um objeto colorido. Vejamos alguns modos de se fazer isso:
- Três partes separadas do sensor de imagem podem ser usadas, cada uma com seu próprio filtro.
Desse modo cada parte do sensor captura a imagem numa única cor.
- Três exposições separadas podem ser feitas, mudando o filtro a cada vez. Desse modo, as cores são “pintadas” no sensor.
- Filtros podem ser colocados em fotocélulas individuais para que cada uma capture uma das cores. Neste modo, 1/3 da foto é capturada em luz vermelha, outro 1/3 em azul e o 1/3 restante em verde.
Quando três exposições separadas são feitas através de diferentes filtros, cada pixel no sensor grava uma cor específica na imagem e três diferentes arquivos são mesclados para gerar uma imagem colorida. De qualquer modo, quando três sensores separados são utilizados, ou quando diferentes filtros são colocados diretamente sobre as fotocélulas num sensor, a resolução ótica desse sensor é reduzida para 1/3. Isto porque cada uma das fotocélulas disponíveis grava apenas parte da imagem, no caso, uma única cor. Por exemplo, em alguns sensores com 1.2 milhões de fotocélulas, 400 mil utilizam filtros vermelhos, 400 mil filtros verdes e 400 mil filtros azuis.
Cada fotocélula armazena a cor capturada (pelo filtro), em valores de 8, 10 ou 12 bits. Para criar imagens completas coloridas de 24, 30 ou 36 bits, usa-se interpolação. Esta forma de interpolação utiliza as cores nos pixels vizinhos para calcular as duas cores que a fotocélula não gravou. Combinando essas cores interpoladas com a cor medida diretamente pela célula, a cor original do pixel é reconstituída. Se o pixel é de um vermelho brilhante, e se os pixels azuis e verdes ao lado também são brilhantes, contabiliza-se um branco brilhante. Isto requer muito cálculo, pois exige comparações com os 8 pixels vizinhos de forma a esse processamento ter sucesso. Também resulta em mais informação na imagem, assim os arquivos ficam maiores.

enviada por Guy



19/09/2004 19:48

Cores Subtrativas
Ainda, sobre as cores no monitor e impressoras: apesar de a maioria das câmeras utilizar o sistema de cores aditivas RGB, algumas câmeras mais sofisticadas e todas as impressoras usam o sistema CMYK, de quatro cores. Este sistema, chamado de cores subtrativas, usa as três cores primárias, Ciano, Magenta e Yelow, juntando estas três cores, combinadas em quantidades iguais, o resultado é o preto porque todas as cores são subtraídas. Então, o sistema CMYK é formado pelas cores, Cyano (C), Magenta (M), Yelow (Y) e Preto (K). A letra "K" e não "B" (black), representa o preto, para que a cor não seja confundida com Blue (B). O sistema CMYK é largamente usado pela indústria de impressão gráfica, mas suas cores não podem ser perfeitamente visualizadas numa tela de monitor, pois precisam ser convertidas para o modo RGB e sempre acontece alguma perda nessa conversão.
Na saída da impressora, cada pixel é formado por micro-pontos de ciano, magenta, amarelo e tinta preta. Quando esses pontos se misturam e se sobrepõem, várias cores são criadas, para compor a imagem impressa.

enviada por Guy



17/09/2004 11:40


A impressão correta das cores exige o ajuste prévio nas cores do monitor.

O Ambiente de Trabalho
As cores mudam conforme a fonte de luz. Até mesmo a luz do dia muda conforme o sol vai percorrendo seu caminho no céu. Se as cores mudam tão facilmente, como lidar com isso? O ideal ao se trabalhar num determinado monitor, seria utilizar sempre a mesma luz ambiente. Se você costuma editar suas fotos digitais em um ambiente iluminado com a lâmpada comum do teto, de 100 watts, se abrir a janela ou trocar a lâmpada por uma de 60 watts, estará comprometendo seu gerenciamento de cor. Pequenas mudanças de luz ambiente geram grandes diferenças nas cores que você percebe em seu micro.
Uma vez que o modelo de cor tenha sido determinado (monitor e luz ambiente), uma parte do trabalho está feito, mas e quando a foto muda de um ambiente de cor para outro? Por exemplo, quando passa do monitor (modelo RGB) para a impressora (modelo CMYK)? Um perfil de cor é usado justamente para relacionar diferentes modelos de cores como esses. Então, para tudo funcionar corretamente, o software usado no computador para visualizar e otimizar as fotos deve ser capaz de incorporar a transferência de perfis de cores das imagens.
O melhor modo de se administrar as cores é através de um software editor de imagens, como o Adobe Photoshop. As câmeras digitais, em geral, quando salvam uma imagem em formato JPEG ou qualquer outro, incorporam um perfil de cor, normalmente o sRGB-ICE61966-2.1 - super RGB.
Se o seu monitor já vem com um driver adequado, o Windows utiliza o espaço de cor desse monitor. Caso contrário, procure um driver no site do fabricante, na Internet. Se não for possível, o jeito é estabelecer um padrão do modo mais difícil, manualmente, através de testes com impressora.
Com o espaço de cor do monitor definido, o software editor de imagens, deve reconhecer esse ambiente do monitor, e ao abrir um arquivo digital transferido de uma máquina fotográfica, imediatamente converter o arquivo, para o espaço de cor adequado do computador, ou fazer as conversões necessárias para apresentar as cores corretamente.
Para imprimir, é a mesma coisa. Será necessário configurar o software editor de imagens para usar perfil de cor de sua impressora, assim, na hora de imprimir, o programa converte novamente as informações de cores para que sejam impressas.
Portanto, também no caso da impressora, é fundamental o usuário dispor de equipamentos que venham com os drivers originais, para o funcionamento correto. Muita gente, quando compra equipamentos (por desconhecimento), não exige os arquivos que configuram o espaço de cor, ou não dá atenção aos CDs e/ou disquetes contendo essas informações. No momento de trabalhar com imagens ou imprimir, é fundamental que tudo esteja corretamente instalado e configurado.
Por outro lado, um software editor de imagens é indispensável para quem quer trabalhar seriamente com fotografia digital. Em termos de gerenciamento de cores, o Photoshop dispõe de um excelente sistema para lidar com ambientes de cor. Para acessar esse gerenciamento, basta ir ao menu Edit, Color Settings, e estabelecer então o espaço de cor desejado. Desse modo, é possível gerenciar diversos espaços de cores, para diferentes finalidades.

enviada por Guy



16/09/2004 06:29


Sistemas de Gerenciamento de Cor
Conforme as imagens saem da câmera digital ou de um scanner para as telas dos monitores, depois para impressoras ou para as páginas da WEB, as cores mudam. Por que? Porque cada equipamento tem seu modo de apresentá-las. Assim, se você imprime uma página da Internet em sua impressora, perceberá que as cores aparecem bem diferentes visualizando essa página na tela e observando o resultado da impressão no papel. Para se conseguir cores mais consistentes em uma grande variedade de equipamentos, é preciso um sistema de gerenciamento de cores. As cores não coincidem (monitor e folha impressa), por bons motivos. Vejamos:
- O monitor e a impressora usam sistemas diferentes de composição de cores – RGB na tela e CMYK nas páginas impressas. O modo RGB produz cores, não pigmentos ou tintas. O modo CMYK (ciano, magenta, yelow e preto), produz cores combinando pigmentos nas tintas. Como já destaquei antes, os fotógrafos profissionais sabem que slides tem mais contraste e riqueza de cores do que as fotos impressas. Isso acontece porque os slides são vistos por luzes transmitidas, enquanto as fotos impressas são vistas por luz refletida. A mesma coisa, é verdadeira para uma tela de monitor e uma imagem impressa. Os monitores não precisam usar meio-tons para criar cores porque podem variar a intensidade da cor em cada pixel, a única impressora que consegue realizar isso é a que utiliza o sistema chamado dye sub, ou sublimação.
Para conseguir imagens impressas mais próximas do resultado da tela, é preciso fazer testes, imprimindo uma foto e depois ajustando as cores na tela para se assemelharem à foto impressa, pelos ajustes de brilho e contraste. Mesmo assim isso pode ser muito complicado, principalmente se as tonalidades não conferirem pois, cada monitor funciona com sua própria temperatura de cor, o que gera tons mais azulados (frios) ou mais avermelhados (quentes). Para superar esses problemas, só ajustando o monitor, utilizando as instruções do fabricante ou o ajuste do Windows. De qualquer maneira, existem cores que nunca aparecem corretamente, do mesmo modo, como dificilmente um laboratório de fotografia tradicional envia cópias idênticas de um mesmo negativo em datas diferentes.
Sistemas de gerenciamento de cor são projetados para manter as cores das imagens o mais consistentes possíveis entre os processos de escaneamento ou digitalização da imagem, apresentação na tela e impressão. Um sistema de gerenciamento de cor adota um padrão independente em termos de cores como RGB ou CMYK. Existem muitos sistemas, mas os mais conhecidos são o Microsoft Image Color Management (ICM), para computadores PC, e o ColorSync para computadores Mac.

enviada por Guy



15/09/2004 09:03


As cores são mostradas em RGB, nos monitores dos computadores.

O Modo de Cor RGB
Vamos ver agora, como a câmera digital “enxerga” as cores e as apresenta na tela de um monitor, de tv ou de um computador. As cores na imagem fotográfica apresentada nos monitores diferem em muito das cores naturais. Na verdade, são uma simulação de cores de forma a “enganar” a vista humana, e permitir que nós enxerguemos as cores na tela.
As cores num monitor de tv ou de computador são baseadas em três cores primárias – vermelho, verde e azul (em inglês; red, green and blue), ou RGB. Este modo é chamado aditivo, porque quando as três cores são combinadas em quantidades iguais, formam o branco. O sistema aditivo é utilizado sempre que a luz é projetada para formar cores, como em monitores. Assim, num monitor, cada pixel é composto por um grupo de três pontos, cada um de uma cor, vermelha, verde e azul.
O problema com os monitores para a fotografia digital, é que existem centenas de modelos de monitores, cada um com um modo próprio de apresentar as cores na tela. É importante estudarmos o que fazer a respeito, pois de repente, vemos uma foto linda em nosso monitor, e quando é impressa (seja numa impressora caseira ou num laboratório fotográfico), temos uma decepcionante foto descolorida ou com cores fortes demais.

Mensagens para mim: guyjoseph@ig.com.br
enviada por Guy



14/09/2004 09:46


A sensibilidade dos sensores digitais garantem a fidelidade das cores

Reprodução das Cores
Como sabemos, a luz não passa de uma forma de energia eletromagnética, relacionada com o rádio, o radar, os raio-x, etc. Ela se propaga a partir de uma fonte de luz (das lâmpadas comuns, ao nosso Sol), em movimentos retilíneos, descrevendo ciclos em forma de ondas regulares que vibram perpendicularmente à direção de sua propagação. Embora não seja de nosso interesse o estudo da física, é importante compreender algumas de suas propriedades, principalmente em função das cores.
A luz captada pelos olhos humanos constitui uma faixa relativamente estreita de sua energia magnética irradiada, que se distribui aproximadamente entre 400 e 700 nm2. Esta faixa constitui o chamado espectro visível, e dentro dele cada comprimento de onda produz um estímulo diferente na parte posterior de nossos olhos – assim são percebidas as cores. A mistura de todos os comprimentos de onda do espectro visível é o que chamamos de luz branca.
As cores são assim distribuídas no espectro visível: antes dos 400 nm existe a chamada luz ultravioleta, invisível para o olho humano. A partir dos 400 nm, a luz passa a ser perceptível, e é de um violeta profundo, tornando-se azul na medida em que o comprimento da onda se aproxima de 450 nm. Esse azul vai cedendo lugar à um verde azulado por volta dos 500 nm, e a partir dos 580 nm começa a surgir o amarelo. Já nos 600 nm o amarelo vai passando para o laranja, e perto dos 650 nm, o vermelho vai escurecendo paulatinamente, até que a vista humana não consegue mais enxergar a luz, que passa ao infravermelho.
É importante notar, que tudo o que vemos (e pode ser fotografado), dependendo dos objetos que refletem os raios de luz, e que são tanto mais visíveis quanto mais próximos estiverem de uma fonte luminosa. Isso tem conseqüências práticas importantes para a fotografia em geral, principalmente em função da exposição correta (abertura do diafragma e velocidade do obturador), que no caso da fotografia digital não é diferente, em função da sensibilidade necessária para um sensor de imagem capturar as cores. Existem diversas implicações no modo como as fotocélulas que compõem um sensor percebem a luz, e como o chip do sensor processa essas informações, conforme veremos adiante.
Um dos grandes problemas da fotografia em geral, desde os seus primórdios, sempre foi o da captura fiel das cores tais como as vemos na natureza, pois isso é praticamente impossível de ser reproduzido por material fotográfico. A amplitude de cor existente na natureza não pode simplesmente ser embalada por nenhum mecanismo artificial humano, exceto os nossos próprios olhos.
Nas primeiras emulsões fotográficas, em branco e preto, apenas os objetos azuis eram percebidos pelo filme, ficando os de outras cores invisíveis. Mais tarde surgiu o filme orthocromático, que chegava até o verde, ignorando os tons laranja e vermelho. Finalmente, com o pancromático, as fotos passaram a cobrir quase todas tonalidades, mas com limitações. Os filmes a cores também sempre sofreram do mesmo problema, principalmente na hora de copiar a imagem em papel fotográfico. De qualquer modo, até hoje nenhum tipo de filme conseguiu cobrir com perfeição as cores da natureza.
A fotografia digital enfrenta, ainda, o mesmo problema. A amplitude de cores que um sensor digital consegue capturar também é ligeiramente inferior, por exemplo, ao de um filme de slides, embora já esteja ao nível do filme tradicional em negativo, colorido.

enviada por Guy



13/09/2004 08:22


A resolução define a qualidade das imagens nas telas do computador.

A Resolução dos Monitores
A resolução de um monitor é definida por sua largura e altura em pixels. Por exemplo: um monitor pode apresentar na tela 640 x 480 pixels, 800 x 600, 1024 x 768 pixels e assim por diante. O primeiro número é o número de pixels, que formam a imagem ao longo da tela (largura), enquanto o segundo, é o número de linhas que compõem a imagem e que representam a altura da tela.
As imagens apresentadas num monitor são sempre em baixa-resolução. Geralmente as imagens mostradas na tela são convertidas para uma resolução de 72 pixels por polegada. Na verdade, não é esse o número exato em cada monitor, mas serve como base. Por exemplo, um monitor de 14 polegadas terá muito menos espaço físico para distribuir uma imagem com 800 x 600 pixels do que um monitor de 17 polegadas, onde os pixels terão mais espaço para se espalhar. Por isso, quanto maior o monitor, o ideal é ir aumentando a resolução padrão na tela para se obter imagem mais nítida. Os atuais monitores permitem ao usuário dos computadores, ajustar a definição, de acordo com o tamanho da tela. Um monitor de 21 polegadas, por exemplo, pode perfeitamente apresentar imagens em 1600 x 1200 pixels, enquanto que um monitor de apenas 14 polegadas isso seria impossível.

enviada por Guy



10/09/2004 08:23


Uma imagem digital de qualidade é composta por milhares de bytes

Bits e Bytes
Quando lemos textos sobre sistemas digitais, freqüentemente encontramos os termos bit e byte. Alguns conceitos abordados neste texto exigem algum conhecimento básico a respeito do assunto, portanto, antes de prosseguirmos, façamos uma pequena síntese destes conceitos.
Um bit é a menor unidade digital, e também a unidade básica de informação que um computador utiliza. O termo tem como origem o termo binary digit, ou seja, dígito binário. Pode ser representado por dois possíveis estados: ligado, indicado pelo número um e desligado, indicado pelo número zero.
Os bytes são grupos de 8 bits, agrupados para fins de processamento. É necessário acrescentar ainda, que kilobyte é uma medida que representa cem bytes, enquanto um megabyte corresponde a mil bytes.

enviada por Guy



09/09/2004 13:02


Quanto maior o número de pixels, melhor será a qualidade da foto digital.

Os Pixels e o Tamanho da Imagem
Agora, vamos fazer uma pequena revisão do que foi visto até aqui. Como já aprendemos, a qualidade da fotografia digital, tanto a foto impressa como a apresentada na tela do computador, depende principalmente do número de pixels utilizados para fazer a imagem. Esse fator, também é conhecido como resolução. Esse número, é determinado pela quantidade de fotocélulas existentes no sensor de imagem da câmera. Algumas câmeras usam o artifício de acrescentar pixels “artificiais”, interpolando a imagem, mas que na prática, isso não significa uma melhor imagem, apenas aumenta o tamanho da imagem em detrimento da sua qualidade final.
Quanto mais fotocélulas e conseqüentemente mais pixels, melhores serão os detalhes gravados e mais nítidas as imagens. Se alguém ampliar e continuar ampliando determinada imagem digital, chegará um momento em que os pixels vão se tornar visíveis deteriorando a qualidade da imagem. Esse fenômeno se chama pixelização. Portanto, quanto mais pixels existirem em uma imagem, mais ela aceitará ampliações com qualidade; quanto menos pixels, menor a ampliação possível, com a qualidade desejada.
Como funciona o “jeitinho” de acrescentar pixels “fantasmas”, artificiais, na imagem, para simular maior resolução? Como o leigo pode distinguir entre a realidade e a ficção no mundo dos pixels e das câmeras digitais?
As perguntas acima são pertinentes, pois é preciso cuidado com alguns anúncios publicitários de câmeras digitais e de scanners. Acontece que existem dois tipos de resolução, a ótica e a interpolada. A resolução ótica é o número absoluto de pixels que o sensor da imagem consegue capturar fisicamente durante a digitalização. Ou seja, corresponde exatamente à realidade. Contudo, por meio de um software incorporado à câmera (qualquer programa editor de arquivos de imagem também pode fazer isso), é possível “acrescentar” mais pixels fictícios, num processo chamado “interpolação”. Para isso o software avalia os pixels vizinhos de cada pixel, para “imaginar” como poderia ser um novo pixel “clone” em termos de cor e brilho. Na prática não funciona - as imagens assim geradas apresentam geralmente inúmeras deficiências. O importante é ter em mente que a resolução interpolada não adiciona nenhuma informação à imagem – só acrescenta pixels que fazem o arquivo ficar maior e qualidade final da fotografia fica, fatalmente, comprometida.
Contudo, como toda regra tem exceção, há softwares hoje em dia, que realmente conseguem a façanha. Eles não “imaginam” nada. Realmente criam pixels que funcionam. Só que não estão embutidos em nenhuma câmera digital, são vendidos somente para instalação em computadores. Um desses incríveis softwares é o Genuine Fractals, que funciona como um plug-in no Adobe Photoshop. Alguns fabricantes de câmeras digitais já estão analisando a distribuição de cópias “lights” deste software especial junto com suas câmeras digitais.

enviada por Guy



04/09/2004 06:51


A nitidez das imagens digitais depende do número de pixels da câmeras.

A Tecnologia Foveon
Recentemente, em 2002, surgiu um novo tipo de sensor digital no mercado, o Foveon X3, que por enquanto equipa apenas uma câmera digital, a Sigma SD9. Este sensor, do tipo CMOS, é uma verdadeira revolução no mercado, pois apresenta os sensores de imagem em camadas, e não mais num único nível com três fotocélulas diferentes para capturar cada cor (como os CCDs comuns). A vantagem desse sistema, que aproveita a capacidade do silício de absorver as ondas de luz, é que permite ao sensor funcionar como um filme fotográfico, que também captura a luz em camadas, embora tenha como sensor uma película química. Assim, cada pixel é formado por todas as cores, e não por cálculos e interpolações entre as informações colhidas por três fotocélulas diferentes, o que gera perdas. Teoricamente, com isso obtêm-se mais resolução, nitidez na imagem, e melhor amplitude de cores, igualando ou até superando a qualidade da fotografia convencional.
Contudo, a tecnologia ainda está em seu começo, com o amadurecimento, se for comprovada a sua eficiência, deve se constituir no futuro da fotografia digital.

O Tamanho da Imagem
Vamos fazer uma pequena revisão do visto até aqui. Como já sabemos, a qualidade da fotografia digital, tanto impressa como a apresentada na tela, depende principalmente do número de pixels utilizados para criar a imagem. Esse fator, também é conhecido como resolução. Esse número, como vimos, é determinado pela quantidade de fotocélulas existentes no sensor de imagem da câmera. Algumas câmeras usam o artifício de acrescentar pixels “artificiais”, inflando o tamanho da imagem, mas na prática isso não significa melhor imagem, apenas aumenta o tamanho da imagem em detrimento da qualidade.
Quanto mais fotocélulas e conseqüentemente mais pixels, melhores serão os detalhes gravados e mais nítidas as imagens. Se alguém ampliar e continuar ampliando qualquer imagem digital, chegará um momento em que os pixels vão aparecer multifacetados. Esse efeito se chama pixelização. Portanto, quanto mais pixels existirem em uma imagem, mais ela aceitará ampliações com qualidade; quanto menos pixels, menor a ampliação possível.
Como funciona o artifício de acrescentar pixels “fantasmas”, artificiais, na imagem, para simular maior resolução? Como o leigo pode distinguir entre a realidade e a ficção no mundo dos pixels e das câmeras digitais?
As questões acima são pertinentes, pois é preciso cuidado com alguns anúncios publicitários de câmeras digitais e também de scanners. Acontece que existem dois tipos de resolução, a ótica e a interpolada. A resolução ótica é o número absoluto de pixels que o sensor da imagem consegue capturar fisicamente durante a digitalização. Ou seja, corresponde exatamente à realidade. Contudo, por meio de software incorporado na câmera (qualquer programa editor de arquivos de imagem também pode fazer isso), é possível “acrescentar” mais pixels fictícios, num processo chamado “interpolação”. Para isso o software avalia os pixels ao redor de cada pixel que o cerca, para “imaginar” como deveria ser um novo pixel vizinho em termos de cor e brilho. O que na prática nunca funciona - as imagens assim geradas apresentam geralmente inúmeras deficiências. O importante é ter em mente que a resolução interpolada não adiciona nenhuma informação à imagem – só acrescenta pixels que fazem o arquivo ficar maior. A qualidade final da fotografia fica geralmente comprometida.
Contudo, como toda regra tem sua exceção, em nível de software hoje em dia já existe um que realmente consegue a façanha. Ele não “imagina” nada. Realmente cria pixels que funcionam. Só que não está embutido em nenhuma câmera digital, é vendido somente para instalação em computadores - este incrível software, é o Genuine Fractals. Alguns fabricantes de câmeras digitais já estão distribuindo cópias “lights” deste software especial junto com suas câmeras, como a Nikon.
Um bom fim-de-semana, para todos. Estaremos de volta na quata-feira, dia 8 de setembro

enviada por Guy



03/09/2004 05:05


A capacidade de resolução da imagem define a qualidade e nitidez da foto.

Capacidade de Resolução da Imagem
Quanto maior for o número de fotocélulas e conseqüentemente mais pixels, melhores serão os detalhes gravados e mais nítidas serão as imagens. Se alguém ampliar e continuar ampliando qualquer imagem digital, chegará um momento em que os pixels vão começar a aparecer. Esse efeito se chama pixelização. Portanto, quanto mais pixels existirem em uma imagem, mais ela aceitará ampliações com qualidade; quanto menos pixels, menores as ampliações possíveis.
Aqui está a diferença básica entre os modelos de câmeras digitais e seus preços: a capacidade de resolução da imagem e sua conseqüente qualidade e tamanho final. Várias outras diferenças estão relacionadas à quantidade de recursos disponíveis nas câmeras e seu grau de automação ou possibilidade de controle e de ajustes manuais.
Relembrando, quando abordamos o assunto sobre resolução, vimos que os sensores de imagens contém uma teia ou grade de fotocélulas, cada uma delas representando um pixel na imagem final. Assim, a resolução de uma câmera digital é determinada pela quantidade de fotocélulas que existem na superfície de seu sensor. Por exemplo, uma câmera com um sensor no qual cabem 1600 (largura) x 1200 (altura) fotocélulas gera uma imagem de 1600 x 1200 pixels. Então, para efeito de terminologia e definição da capacidade de uma câmera, dizemos simplesmente que ela tem uma resolução de 1600 x 1200 pixels, ou 1,92 megapixels.
Atualmente as câmeras mais simples geram arquivos de 1.024 x 768 pixels, enquanto câmeras de capacidade média estão por volta de 1600 x 1200 pixels, e câmeras de ponta amadoras, produzem imagens de 3.264 x 2.448 pixels, cerca de 8 megapixels. Importante destacar que isto se refere às câmeras amadoras, pois algumas profissionais já produzem mais de onze milhões de pixels. Quanto maior a capacidade de resolução e a qualidade, fatalmente, maior será também o preço.
Outro detalhe importante é que quanto maior a imagem em pixel, maior o tamanho do arquivo resultante. Por isso, normalmente as câmeras digitais possuem uma regulagem para o tamanho do arquivo, dando a opção para o fotógrafo escolher o modo de resolução. Assim, se alguém vai capturar imagens para a WEB e possui uma câmera de 4.0 megapixels, pode regulá-la para gerar imagens de apenas 640 x 480 pixels, bem mais fáceis de armazenar e trabalhar. Além da preocupação com espaço de armazenamento e rapidez em transmissão pela Internet, em termos práticos deve-se levar em conta o tamanho com o qual se pretende imprimir a imagem. Como se calcula o tamanho em termos de resolução é assunto que trataremos mais adiante, quando abordarmos o capítulo da impressão.
Apesar do fato de quanto maior o número de fotocélulas num sensor melhores imagens serem produzidas, acrescentar simplesmente fotocélulas a um sensor nem sempre é fácil e pode resultar em problemas. Por exemplo, para se colocar mais fotocélulas num sensor de imagem, o sensor precisaria ser maior ou as fotocélulas menores. Chips maiores com mais fotocélulas aumentariam as dificuldades de construção e os custos para o fabricante. Fotocélulas menores, por outro lado, serão menos sensíveis e irão capturar menos luz que as de um chip normal. Concluindo: colocar mais fotocélulas num sensor, além de sua complexidade e alto custo, acaba resultando em arquivos maiores, de difícil armazenamento. Por isso a constante corrida tecnológica entre os fabricantes, na busca de sensores de maior resolução, com a desejável qualidade e preço competitivo.

enviada por Guy



02/09/2004 08:55


O flash foi utilisado como luz de enchimento compensando a contra-luz

Usando o Flash
O flash incorporado às câmeras digitais, apesar de suas limitações, pode ser aproveitado com criatividade pelo fotógrafo. Existem basicamente os seguintes modos de uso de flash em câmeras digitais, algumas acrescentam mais ou menos recursos:
- Automático – neste modo, a câmera faz a leitura da luz ambiente, e se for necessário, dispara o flash para melhor iluminar a cena.
- Nunca disparar – neste modo de ajuste, a câmera não dispara, mesmo que tenha detectado iluminação insuficiente. Este é um recurso interessante para se conseguir efeitos especiais em fotos noturnas. Alguns fotógrafos, preferem nunca utilizar o flash, aproveitando a luz ambiente.
- Sempre disparar – obriga a câmera a disparar o flash mesmo que as medições concluam que há luz suficiente. Este é um recurso bom para melhorar a iluminação de rostos em contra-luz, por exemplo, ou para melhorar o contraste em cenas de pouco contraste. Nessa situação, o flash é utilizado como luz de enchimento.
- Redução de olhos vermelhos – um recurso da câmera para evitar o chamado efeito de olhos vermelhos que ocorrem às vezes no uso de flash. O flash faz pequenos e rápidos disparos, provocando o fechamento da íris dos olhos das pessoas fotografadas. O Efeito dos olhos vermelhos, acontece quando a luz do flash surpreende a íris em sua abertura maior (devido à pouca luz ambiente), sendo refletida pela retina. O flash colocado, um plano mais alto do que o nível da objetiva, ajuda a eliminar o fenômeno dos horríveis olhos vermelhos.

enviada por Guy



01/09/2004 09:35


A qualidade da foto digital depende da quantidade de pixels na imagem.

A Qualidade da Imagem
Existem diversas câmeras de baixo custo e recursos equivalentes, que se refletem não apenas na simplicidade de uso, para fotógrafos inexperientes, mas também na simplicidade da fotografia digital gerada. Assim como existem as câmeras extremamente sofisticadas, cheias de recursos manuais (regulagens de sensibilidade à luz, abertura prioritária de diafragma, velocidade de obturador, etc), adequadas para os profissionais e amadores avançados. Contudo, o ponto fundamental, para simplificarmos, na tecnologia de uma câmera digital, é a sua capacidade de resolução da imagem. Para entendermos isso, vamos examinar como as máquinas fotográficas digitais capturam a imagem.
Fugindo do sistema das câmeras tradicionais que utilizam filmes para gravar e armazenar uma imagem, as câmeras digitais usam um componente chamado sensor de imagem. Trata-se de chips de silício de pequeno tamanho, também conhecidos como CCD (Charge-Coupled Device), que contém diodos fotossensíveis, ou fotocélulas. No curto espaço de tempo em que o obturador é aberto, cada fotocélula grava a intensidade ou brilho da luz que a atinge por meio de uma carga elétrica; quanto mais luz, maior a carga. O brilho gravado por cada fotocélula é então armazenado como uma série de números binários que podem ser usados para reconstruir a cor e o brilho dos pontos da tela ou da tinta que imprimirá a imagem utilizando uma impressora jato de tinta doméstica ou mesmo, nos labs digitais copiando em papel fotográfico convencional.

enviada por Guy



31/08/2004 06:11


Milhões de pixels são responsáveis pela nitidez em uma imagem digital.

Pixels e Definição da Imagem
As fotografias digitais são compostas por centenas de milhares ou até milhões de pequenos pontos chamados elementos da imagem (pictures elements), ou simplesmente pixels. Cada um desses pixels é capturado por uma única fotocélula do sensor de imagem ao se tirar uma foto, assim a quantidade de fotocélulas do sensor é que determina a quantidade de pixels numa imagem e conseqüentemente, sua resolução. Ou seja, a relação entre nitidez e tamanho da imagem. Portanto, numa câmera digital, cada fotocélula captura o brilho de um único pixel. O modo como essas fotocélulas estão dispostas determina a forma física da grade, que é por fileiras e colunas simples. Isso pode ser observado se ampliarmos demais as fotos, pois a imagem aparece montada em pequenos quadrados.
O computador e a impressora utilizam cada um desses pequenos pixels capturados pelas fotocélulas do sensor da câmera para apresentar a imagem na tela ou imprimir as fotos. Para isso, o computador divide a área do monitor onde será apresentada a imagem (ou a página de impressão onde será impressa) numa grade de pixels, de modo muito parecido ao modo como o sensor divide a imagem ao capturá-la. São utilizados os valores armazenados pelas fotocélulas para especificar o brilho e a cor de cada pixel dessa teia – uma forma de reprodução da imagem por números. Por isso, endereçar uma teia de pixels individuais desse modo se chama bit mapping (mapeamento de bits), ou simplesmente bitmap.
Concluindo, a qualidade da fotografia digital, tanto impressa como a apresentada na tela do computador, depende principalmente do número de pixels utilizados para formar a imagem. Esse número, como vimos, é determinado pela quantidade de fotocélulas existentes no sensor de imagem da câmera digital.


enviada por Guy



30/08/2004 08:48


A escolha correta da exposição garante os melhores resultados, na foto.

Escolhendo os Modos de Exposição
Diversas câmeras digitais oferecem mais de um modo de exposição. No modo totalmente automático, a câmera digital faz o ajuste de velocidade e abertura do diafragma para produzir a melhor exposição possível. Existem dois outros modos alternativos, que são muito usados, o de prioridade de abertura, ou de prioridade de velocidade. Todos proporcionam bons resultados na maioria das situações da fotografia. Alternar entre esses modos pode representar algumas vantagens, para o fotógafo. Vamos examinar cada um desses modos.
- Totalmente Automático – este modo configura a velocidade e abertura, junto com o balanço de branco (White-balance) e foco sem a interferência do fotógrafo.
- Modo Programado – Aceita que o fotógrafo selecione uma variedade de situações como retrato, paisagem, esportes, foto noturna, etc. Ainda, nesse caso, é a câmera que escolhe a abertura e a velocidade nessas situações.
- Prioridade de Abertura – Permite que o fotógrafo selecione a abertura necessária para obter uma certa profundidade de campo enquanto o sistema combina essa abertura com a velocidade de obturador necessária para correto balanço da exposição. Utiliza-se esse modo sempre que a profundidade de campo for importante. Para ter certeza de um foco total em um cenário, escolhe-se uma pequena abertura (ex, f/16). O mesmo funciona para uma foto em close-up, onde o foco é crítico. Já para deixar o fundo fora de foco e concentrar a nitidez num único plano, seleciona-se uma abertura grande, exemplo f/4.
- Prioridade de Obturador – este modo permite que se escolha a velocidade do obturador como prioritária, e é necessária quando se pretende congelar uma imagem ou tremer propositalmente um objeto, deixando a escolha da abertura para o automático da câmera. Por exemplo, quando se fotografa ação em esportes, animais ou no fotojornalismo, a escolha de velocidade de obturador é quase obrigatório, com velocidades maiores, 1/500 por exemplo, para congelar a ação, ou baixas velocidades, 1/8 por exemplo, para tremer a imagem.
- Modo Manual – permite que se selecione tanto a velocidade como a abertura. Esse caso, é recomendável somente para fotógrafos experientes e profissionais.
Um dos fatores que fazem da fotografia algo fascinante, é a chance que temos de interpretar a realidade sob o nosso ponto de vista. Controles de velocidades de obturador e de abertura são dois dos modos mais importantes para realizar fotos únicas. Conforme o fotógrafo vai se familiarizando com os efeitos da foto, encontrará a oportunidade de fazer escolhas, instintivamente.

enviada por Guy



29/08/2004 09:44


Cena noturna, com abertura máxima e velocidade do obturador longa.

Usando a Velocidade do Obturador e Abertura de Diafragma em Conjunto
Sabemos que, tanto a velocidade do obturador como a abertura do diafragma afetam a exposição (a quantidade total de luz que atinge o sensor da imagem), podendo-se controlar a qualidade da imagem, se a foto será mais clara ou escura, mais nítida ou menos nítida, e assim por diante. A velocidade do obturador controla o tempo que o sensor da imagem será exposto à luz e a abertura controla a quantidade de luz que entrará para compor a imagem. O fotógrafo, ou o sistema automático da câmera, pode casar uma velocidade de obturador curta (para deixar entrar luz num período breve), com uma abertura grande (para deixar entrar mais quantidade de luz); ou uma velocidade de obturador lenta (para deixar entrar luz por um período maior) e uma abertura pequena (para deixar entrar menos luz). Em termos técnicos, não faz diferença a combinação usada. Contudo, os resultados não serão os mesmos, daí a magia de se controlar manualmente a câmera, ao invés de deixar ao sistema automático. É controlando de forma criativa essa combinação de velocidade e abertura, que se pode obter as melhores fotografias.
A profundidade de campo também será afetada. A conjugação desses fatores, e o controle sobre eles, é que fazem a diferença entre fotos medianas e fotografias de grande qualidade.
Como vimos, cada abertura de um número f/ determina metade ou o dobro da abertura seguinte (para mais ou para menos). Assim, uma abertura de f/8 deixa entrar metade da luz de uma abertura de f/5.6. Já uma velocidade de obturador de 1/60 s deixa passar metade da luz que uma abertura de 1/30. Se o fotógrafo mudar a regulagem de uma exposição que mostra luz correta (balanceada) de f/8 com 1/30 s para f/5.6 com 1/60, obterá o mesmo resultado técnico correto – só que a profundidade de campo muda, assim como o controle dos movimentos – portanto, na primeira foto, teremos maior profundidade de campo com menos velocidade, na segunda, o contrário. Quanto maiores as diferenças nos controles, mais dramáticos serão os resultados da foto.
Para a fotografia “padrão”, precisa-se de uma média de velocidade em torno de 1/60 e de abertura f/5.6. Velocidades menores resultarão em tremidas (embora um tripé possa ajudar) e aberturas menores limitarão a profundidade de campo. Uma câmera automática “pensa” pelo padrão, assim dificilmente se obterão fotos espetaculares com um sistema totalmente automático.
- Para os objetos em movimento rápido, será necessária uma velocidade maior para congelar o movimento, embora a distância focal das lentes, a proximidade do objeto e a direção do movimento também afetem a nitidez final da foto.
- Para uma profundidade de campo, máxima, com a cena nítida do mais próximo ao mais distante elemento da foto, será necessária uma abertura de diafragma menor, embora a distância focal da lente e a distância em relação aos objetos do cenário também afetem o resultado final.

enviada por Guy



27/08/2004 08:47


O Sensor capta a luz, que irá ser tranformada em uma imagem digital.

O Sensor das Câmeras Digitais
Quando o obturador se abre, ao invés de sensibilizar um filme, na câmera digital ele deixa passar a luz para sensibilizar o sensor de imagem – um dispositivo eletrônico em estado sólido. Como se viu anteriormente, o sensor de imagem contém uma grade de pequenas fotocélulas, dispostas em camadas. Conforme a lente foca a cena no sensor, algumas fotocélulas gravam as luzes mais fortes, outras as sombras, enquanto outra camada grava os níveis das luzes intermediárias.
Cada célula converte então a luz que cai sobre ela numa carga elétrica. Quanto mais brilhante a luz, mais alta a carga. Quando o obturador fecha e a exposição está completa, o sensor recorda o padrão gravado e os vários níveis de carga são então convertidos para números binários que são usados para recriar a imagem digital.
Uma vez que o sensor tenha capturado a imagem, esta precisa ser convertida, ou seja, digitalizada, e depois armazenada no dispositivo de memória. A imagem gravada no sensor não é lida de uma vez, mas em partes separadas. Existem dois modos de se fazer isso – usando escaneamento interlaçado (interlaced) ou progressivo.
Num sensor de escaneamento interlaçado, a imagem é inicialmente processada por linhas ímpares, depois por linhas pares. Este tipo de sensor é freqüentemente utilizado em câmeras de vídeo porque a transmissão de imagens na TV é interlaçada. Num escaneamento progressivo, as as colunas que compõem a imagem são processadas, uma após outra, em seqüência.

enviada por Guy



26/08/2004 08:29


A profundidade de campo deixa nítidos todos os elementos da foto.

Abertura do Diafragma e a Profundidade de Campo
A abertura do diafragma (um série de lâminas sobrepostas formando uma espécie de anel), ajusta o tamanho da abertura por trás das lentes, através da qual passará a luz para atingir o filme ou sensor, nas câmeras digitais. De acordo com isso, a mudança do tamanho da abertura do diafragma, afeta tanto a exposição da imagem como a profundidade de campo, o espaço dimensional no qual tudo que compõe a cena na foto, ficará em foco.
A abertura do diafragma pode ser mais aberta para permitir mais luz, ou fechada para deixar passar menos luz. Enquanto o obturador regula o tempo de exposição, a abertura do diafragma controla a quantidade de luz. Portanto, quanto maior a abertura, mais luz atinge o sensor de imagem, quanto menor a abertura, menos luz chega até o sensor.
Assim como a velocidade do obturador, a abertura do diafragma também afeta a nitidez da fotografia, mas de um modo diferente. Mudando-se o valor da abertura, muda-se a profundidade de campo, ou seja, o espaço que ficará nítido na cena fotografada, entre o primeiro plano e o segundo plano da imagem. Quanto menor a abertura usada, mais elementos da cena ficarão nítidos. Por exemplo, numa fotografia de paisagem, o fotógrafo vai querer uma abertura menor, mais fechada, de modo que toda a paisagem (dos detalhes mais próximos aos mais distantes), estejam em foco com nitidez; num retrato, o melhor será uma abertura maior, definindo a nitidez apenas na pessoa, tornando desfocado ou “borrado” o fundo e o restante da imagem, mantendo o interesse da foto e destacando a figura da pessoa retratada.
Ajustes da abertura são determinados por números uma convenção “F” e indicam o tamanho da abertura dentro da lente, no diafragma. Cada número deixa entrar metade da luz da abertura seguinte, e conseqüentemente duas vezes mais luz que a anterior. Da maior abertura possível para a menor, os números “f” tradicionalmente tem sido f/1, f/1.4, f/1.8, f/2, f/2.4 f/2.8, f/4, f/5.6, f/8, f/11, f/16, f/22, f/32 e f/45. Nenhuma lente possui toda a gama de ajustes; por exemplo, uma câmera digital padrão pode vir com uma lente de f/2 a f/16. A chamada “luminosidade” da lente é definida pela maior abertura, ou seja, no exemplo acima, f/2. Quanto mais luminosa a lente, melhor a qualidade, mais sofisticada o sistema ótico e mais caro o preço. Existem objetivas (lentes), profissionais que custam a incrível soma de 50 mil dólares e que só são vendidas sob encomenda.
Atenção para o fato de que quanto maior o número, menor a abertura para a luz. Assim, f/11 é menos luz que f/8, e assim por diante. Um detalhe é que a abertura maior pode mudar numa lente zoom, de modo a acomodar o sistema ótico, por exemplo, numa lente zoom de 35 a 200 mm, a abertura máxima (a luminosidade) pode ser f/2-f/4 variando de f/2, em 35mm a f/4, em 200mmm, conforme se move o zoom de distância focal de 35 mm para 200 mm.
Observação: distância focal é a distância entre a lente e o plano do filme ou no caso da digital, o sensor. Conforme essa distância, a imagem parecerá mais próxima ou mais distante. Uma lente zoom permite diferentes distâncias focais, mudando assim a proximidade dos objetos na foto.

enviada por Guy



25/08/2004 09:15


A iluminação do espetáculo, muitas vezes, não permite o uso do flash.

O Obturador e a Exposição
O obturador impede a entrada de luz no sensor de imagem (o filme, na fotografia convencional), exceto durante a exposição, quando abre sua cortina para permitir a passagem da luz, atingindo o sensor de imagem. O período de tempo em que a cortina do obturador permanece aberta interfere tanto na exposição da imagem como no movimento. Velocidades baixas de exposição do obturador deixam a luz atingir o sensor da imagem por mais tempo, permitindo uma foto mais brilhante. Velocidades mais rápidas permitem menos tempo de luz, e assim a foto resulta mais escura.
Somado ao diafragma (a quantidade de luz que atingirá o sensor de imagem), a velocidade do obturador é o mais importante controle, existente que se tem, para a captura da imagem na fotografia. Entender a função da velocidade do obturador é vital quando se pretende que um objeto apareça nítido ou tremido na fotografia. Quanto mais tempo o obturador ficar aberto, mais possibilidades de imagem sair tremida (tanto em função de movimentos do objeto, como por qualquer vibração da câmera nas mãos do fotógrafo).
Apesar das câmeras digitais poderem selecionar automaticamente qualquer fração de segundo para uma exposição, há uma série de controles que são comumente utilizados quando se usa uma câmera ajustada manualmente e que não podem ser feitos em câmeras digitais simples. A velocidade tradicional de disparo do obturador (listada a seguir, das velocidades mais rápidas às mais lentas), inclue 1/1000, 1/500, 1/250, 1/125, 1/60, 1/30, 1/15, 1/8, 1/4, 1/2, e 1 segundo (em câmeras mais sofisticadas podem chegar a 1/35.000, num extremo e no outro deixar o obturador aberto pelo tempo que o fotógrafo quiser). Essas medidas, representam milésimos de segundo, tempo em que o obturador deixa passar a luz, que vai sensibilizar o sensor que captura a imagem.

O Momento Certo
Fotógrafos tornaram-se famosos por capturar sempre “o momento exato” quando ações acontecem e apenas num único momento a torna interessante. O famoso fotógrafo francês Cartier Bresson, falecido neste ano de 2004, foi quem primeiro chamou a atenção para o que ele chamava de “momento decisivo”, onde a foto tem o momento exato para ser realizada. Depois desse instante mágico, o assunto perderia a força dramática que teria, revelada em uma foto de excepcional qualidade. Para isso o fotógrafo precisa estar sempre pronto. Nunca se atrapalhar com a câmera e seus controles, perdendo oportunidades únicas. A grande maioria das câmeras digitais tem um sistema de disparo automático que deixa o fotógrafo livre de preocupações, mas por outro lado essas câmeras têm problemas que torna os "momentos decisivos" mais difíceis de serem obtidos. Nas câmeras digitais mais simples, amadoras, acontece uma demora (retardo), entre o momento de pressionar o botão disparador e a efetiva tomada da foto. Isso porque, no primeiro momento em que se pressiona o botão, a câmera rapidamente realiza um certo número de tarefas: primeiro limpa o CCD (sensor), de alguma imagem anterior, depois corrige o balanço de cor, mede a distância e estabelece a abertura do diafragma, e finalmente dispara o flash (se necessário) e faz a foto. Todos esses passos tomam tempo e a ação pode ter já ocorrido quando finalmente a foto é feita. Assim, fotografia de ação com uma câmera digital amadora (esportes, por exemplo), é praticamente impossível. Somente as chamadas câmeras avançadas, ou semi-profissionais, e as SLR Digitais Pro, têm capacidade de fazer fotos em seqüências rápidas inferiores a um segundo.
Além do que, ocorre um longo intervalo entre a foto tirada e a disponibilidade da câmera ficar pronta para uma nova foto, já que a imagem capturada primeiro, precisa ser armazenada na memória da câmera. Como a imagem precisa ser processada, uma certa quantidade de procedimentos são requeridos e isso pode tomar alguns segundos (que parecerão uma eternidade para um fotógrafo que precisa fotografar uma ação rápida), já que não poderá ser feita outra foto, enquanto isso tudo não for processado e a foto ser armazenada no cartão de memória.
Mesmo nas câmeras SLR digitais, com mais recursos, pode ocorrer uma limitação na quantidade de fotos que se tira em seqüência, em função do tempo que a câmera necessita para gravar a imagem num cartão de memória (o que pode depender da velocidade de gravação e leitura do próprio cartão). Por exemplo, uma câmera digital pode fazer fotos numa velocidade de 3 tomadas por segundo, até um máximo de 8 imagens. Isso tudo, por enquanto, pois os laboratórios devem estar tentando resolver essas questões para tornar a fotografia mais rápida, do que ela é atualmente. Com certeza!

enviada por Guy



24/08/2004 11:08


Um assunto, aparentemente banal, pode se transformar numa bela foto

Conceitos e Procedimentos
Uma grande fotografia começa quando se encontra uma grande cena ou motivo. Mas reconhecer uma grande oportunidade não é o suficiente para fotografá-la; o fotógrafo deve estar preparado. E isso envolve o conhecimento de sua câmera (analógica ou digital), de modo a fotografar com segurança, o que se vê.
Conceitos em fotografia são os princípios sob os quais está submetida a câmera que o fotógrafo está utilizando. Incluem coisas tais como a relação entre nitidez e tempo de exposição e seus efeitos numa imagem. Entender conceitos responde a qualquer questão de “por que”, que se pode ter sobre fotografia.
Procedimentos são aquelas características específicas de um tipo de câmera, e a explicação, passo a passo, de como utilizar os controles de uma câmera para capturar uma imagem. Entender procedimentos dá a resposta às questões de “como”.
Discussões sobre procedimentos que se usa para câmeras específicas estão integradas aos conceitos, aparecendo quando se aplicam. Esta visão integrada permite que o fotógrafo entenda primeiro os conceitos de fotografia e depois veja como procurar no manual de sua câmera os passos necessários para utilizá-los em qualquer situação.
Para conseguir fotografias mais interessantes e criativas, o fotógrafo precisa entender como e quando usar um mínimo de recursos de sua câmera, como profundidade de campo e controle de exposição. Assim, estará pronto para manter tudo numa cena com nitidez absoluta para exibir melhores detalhes, ou deixar meio nebuloso para dar um ar impressionista à um retrato. Ou captar closes dramáticos, congelar ações rápidas, criar maravilhosos panoramas, e capturar a beleza de arco-íris, por-de-sol, queimas de fogos e cenas noturnas. A flor comum, pode ser uma grande foto.
Não existem regras ou “melhores” modos de fazer fotos. Grandes fotógrafos aprenderam o que sabem experimentando e tentando novos modos de fotografar. Câmeras digitais tornam isso muito fácil porque não existem custos de filmes ou demoras para se ver os resultados. Cada experiência é livre, e cada fotógrafo poderá registrar os resultados imediatamente, ou passo a passo. Podemos dizer, que as câmeras digitais vieram para democratizar a fotografia, ensinando a fotografar.

Controles da Câmera e Criatividade
Câmeras digitais com recursos oferecem controles criativos sobre as imagens. Elas permitem que se controle a luz e o movimento em fotografias, bem como o que deve aparecer nítido e o que não deve. Embora a maioria das câmeras digitais simples sejam totalmente automáticas, algumas permitem que se faça pequenos ajustes que afetarão a imagem. As melhores câmeras oferecem uma ampla gama de controles, em alguns casos mais do que se pode encontrar em uma câmera 35 mm SLR. De qualquer modo, independentemente de quais controles a câmera oferece, os mesmo princípios básicos estão presentes. Mesmo que a câmera seja totalmente automática, é possível controlá-la indiretamente, ou tirar vantagem desses efeitos para controlar as imagens.

Automatismo
Todas as câmeras digitais possuem um modo automático que determina o foco, a exposição e o balanço de branco (White-balance). Tudo o que o fotógrafo tem a fazer é apontar a câmera e apertar o botão de disparo. A telinha LCD mostra o resultado, imediatamente, após se fazer a foto.
- Preparando. Ligue sua câmera e deixe no modo automático. Para economizar as baterias, desligue o monitor LCD, quando não estiver enquadrando algum motivo. Se a câmera tem capa de lente, lembre-se de removê-la antes de ligar a câmera, do contrário, nada vai aparecer no monitor.
- Enquadrando a imagem. O visor apresenta a cena que está para ser fotografada. Para enquadrar melhor, experimente o zoom da lente, aproximando ou afastando a cena para escolher a melhor composição. Atenção, se a imagem aparecer embaçada, existe um botão de regulagem do foco do visor para ajuste. Geralmente, uma leve pressão no botão de disparo, aciona o foco automático.
- Autofoco. A área que estiver no centro da imagem será utilizada pela câmera como ponto de nitidez principal. O quanto se pode focar dependerá da câmera que se estiver usando.
- Autoexposição. A autoexposição programada pela câmera mede a luz refletida pela cena e usa a leitura para estabelecer a melhor exposição possível. Isso significa, abertura do diafragma ideal e velocidade de exposição adequada às condições de iluminação.
- Autoflash. Se a luz estiver muito fraca, o sistema de autoexposição irá disparar o flash da câmera para iluminar a cena. Se o flash será disparado, uma lâmpada de aviso na câmera, geralmente vermelha, irá piscar quando você pressiona o disparador pela metade da força, sem o disparar.
- Balanço de branco (white balance). O colorido de uma fotografia será afetado pela cor da iluminação que afeta a cena, assim a câmera automaticamente ajusta o balanço de cor para fazer os objetos brancos na cena parecerem brancos na foto. O Balanço de branco ajusta a câmera, para as várias condições de iluminação, seja a luz do dia, nublado, lâmpada incandescente ou fluorescente.

enviada por Guy



23/08/2004 07:30


Foto feita com ajuste de prioridade de abertura e flash de preenchimento

Revitalizando Álbuns de Família
Quantos de nós não possuímos gavetas, pastas ou mesmo caixas de sapato, lotadas de fotografias, familiares ou de viagens, em sua maioria esquecidas e totalmente desorganizadas? Certo dia você lembra de uma ocasião especial, recorda ter alguma foto daquele momento ou lugar, quer ver ou mostrar a alguém, mas como encontrar a foto? Pois é! A maioria das pessoas tira montes de fotografias para depois abandoná-las.
Com a fotografia digital isso muda radicalmente, já que as imagens são facilmente inseridas em arquivos de texto, e-mails ou mesmo páginas da Web, além de poderem ser impressas em impressoras caseiras (papel fotográfico e impressoras jato de tinta oferecem ótimos resultados) ou mesmo em papel fotográfico tradicional em laboratórios que trabalhem com arquivos digitais. Assim, fica muito fácil mostrá-las e compartilhá-las com outras pessoas.
Por outro lado, é possível resgatar velhos álbuns de família esquecidos em gavetas, amarelando e se estragando com o tempo. Se as imagens que eles contém forem escaneadas, podem ser recuperadas (e também as memórias que evocam), e depois apresentadas do mesmo modo que as novas fotos digitais. Sem falar da vantagem de que, enquanto fotos e negativos perdem cor e nitidez com o tempo, um arquivo digitalizado é perene (não esquecendo que devem sempre ser feito “back-up” em CDs ou discos rígidos, para segurança e preservação das imagens).
Existem ainda softwares que simulam álbuns tradicionais de fotos na tela do computador, permitindo assim organizar e apresentar as imagens com facilidade.

Diferenças Entre Cameras Tradicionais e Digitais
Para qualquer pessoa acostumada a fotografar com as máquinas fotográficas tradicionais, o uso da câmera digital, apesar de incorporar novidades, não exige muito esforço para a adaptação. Vamos examinar e relacionar as principais semelhanças e diferenças:
- Nas câmeras digitais não se utilizam filmes, e sim um cartão de memória para armazenamento das imagens. Esse cartão permite que se grave, copie e apague (delete) arquivos de imagens.
- O flash funciona quase como na câmera comum e dependendo do modelo da câmera digital, pode vir embutido no corpo e/ou utilizando um flash externo através de conexão por sapata ou cabo conector.
- As câmeras digitais, além de um visor idêntico às das máquinas fotográficas tradicionais, incorporam talvez a grande novidade, que é um visor com tela de cristal líquido (LCD) localizado na parte posterior do corpo da câmera. A principal vantagem é que o fotógrafo vê a imagem exatamente como ela será fotografada. A maior desvantagem é que em ambientes de muita luz (sob o sol, por exemplo), é praticamente impossível usar o visor LCD. É preciso cuidado com o visor ligado, o tempo todo, acaba rapidamente com a carga da bateria.
- As objetivas são muito semelhantes, mas na fotografia digital muitas câmeras incorporam o recurso de zoom digital, além do zoom ótico. Acontece que o zoom digital é irreal, uma “aproximação”, ou, melhor ainda, uma “ampliação” gerada por software. Isso resulta numa imagem imprecisa e de cores inconsistentes. De qualquer modo, mais tarde, através de qualquer software editor de imagens pode-se ampliar qualquer parte da imagem.
- Os ajustes de foco, velocidade de obturador e abertura de diafragma, nos modelos mais simples de câmeras digitais, são totalmente automáticos. Contudo, nas câmeras digitais mais modernas, pode-se regular não apenas cada um desses itens individualmente, mas também estabelecer “sensibilidade do filme”, ou seja, definir se a captura da imagem se dará numa sensibilidade correspondente a 100, 200, 400 ISO (antigamente, denominava-se ASA), ou até mais, dependendo da sofisticação do modelo.
- Muitas das mais modernas câmeras digitais também incorporam o recurso de áudio e vídeo, ou seja, é possível filmar alguns segundos ou minutos (depende da capacidade de armazenamento do cartão de memória). Também é possível fazer comentários “anotações” de voz numa imagem.
As câmeras digitais, diferenciando-se ainda mais das tradicionais, vem equipadas com um cabo (geralmente USB) para conexão da câmera à um computador, para transferência das imagens. Geralmente incluem, uma ou mais baterias recarregáveis de longa duração, um cabo de áudio e vídeo que pode inclusive ser conectado a uma aparelho de TV ou videocassete, e o cartão de memória onde as imagens capturadas são armazenadas.

enviada por Guy



22/08/2004 11:56


Ambiente com pouca iluminação, usando apenas a luz vinda da vidraça

Digital, a Revolução na Fotografia
O mais importante nesta discussão é que os preços estão caindo rapidamente, agora que o sensor de imagem (o item mais caro dessa tecnologia, através do qual a imagem é capturada e formada no equipamento), está atingindo um nível tecnológico satisfatório. Assim, as boas câmeras digitais, com recursos exigidos por amadores avançados e profissionais, estão chegando ao mercado. É preciso entender que se um fotógrafo amador pode tirar boas fotos com uma câmera digital (dado o alto grau de automação existente), também pode conseguir excelentes fotos se dominar esta tecnologia e utilizar recursos e que mesmo o mais capaz dos fotógrafos profissionais acostumado apenas com imagens captadas em filmes tradicionais ainda precisam conhecer e se adaptar. Este é um dos objetivos dessas dicas, ajudar tanto ao amador quanto ao profissional ainda não familiarizados com as novas tecnologias e recursos tornados possíveis com as câmeras fotográficas digitais. A compreensão de alguns detalhes e recursos ao alcance da fotografia digital pode tornar possível, ao bom fotógrafo, resultados espetaculares e melhoria da produtividade. E mais, com grande vantagem na economia, já que na câmera fotográfica digital, se o custo inicial é alto, em pouco tempo o benefício do custo zero em termos de filmes, revelação, envio de material à laboratórios, etc, a tornam muito atraente.


Imagem captada com velocidade baixa e abertura máxima do diafragma.

O ponto mais interessante na fotografia digital é que as fotos podem ser vistas instantaneamente. Desse modo, praticamente fica afastada a possibilidade de erros. Outra vantagem é a facilidade de se repetir a foto em caso de necessidade - acabam assim as surpresas desagradáveis, como, por exemplo, quando se vai buscar um filme no laboratório e se descobre que a tampa da máquina ficou cobrindo a objetiva, que o filme estava vencido e assim por diante...
A maior de todas as vantagens, contudo, é que ninguém precisa mais economizar “cliques”, ou seja, hesitar em fazer uma determinada foto, preocupar-se com o custo dos filmes, revelação ou a quantidade disponível de material. Com a foto digital, utilizando-se uma câmera equipada com um cartão de grande capacidade de armazenamento, clica-se à vontade, e com isso o fotógrafo acaba obtendo centenas de boas imagens que de outra forma poderiam ser perdidas num momento de dúvida. Já que o custo da imagem é zero, ou melhor, apenas limitado ao custo inicial da máquina fotográfica, clicar à vontade não causa nenhum tipo de preocupação.
Recomendo inclusive, para quem quer fotografar em externas (viagens por exemplo), além da câmera digital, o uso de um notebook, pois assim pode-se produzir centenas e centenas de imagens num único dia, sem qualquer preocupação com limites. Outra alternativa, é levar o cartão de memória da câmera, a um laboratório fotográfico e copiar as imagens em um CD-ROOM. Hoje em dia, quase todos os laboratórios fotográficos, já se adaptaram a essa nova tecnologia, oferecendo serviços de cópias em papel ou a gravação de CD’s.
Outra vantagem da fotografia digital é que ficou fácil mostrar fotos para outras pessoas. Por exemplo, publicando-as em páginas da Internet. Também se pode mostrar as fotos pela tela de uma televisão, bastando conectar a câmera digital à entrada de vídeo do aparelho de TV. Graças a esse recurso, é possível selecionar as melhores fotos que foram descarregadas no computador, regravá-las no cartão de memória da câmera digital e depois apreciá-las num aparelho de TV. Existem, ainda, diversos softwares que podem fazer apresentação de fotos como se fosse uma projeção de slides. E mais, como a maioria das câmeras digitais de melhor qualidade também podem produzir vídeos, filmar também é muito simples, bem como transferir as imagens para uma fita de videocassete.
Fotógrafos profissionais de estúdio foram os primeiros a adotar a fotografia digital, já que graças a backs digitais as fotos são tiradas, corrigidas, editadas, impressas e enviadas com rapidez ao cliente, sem custos de transporte, provas, filmes, revelação, etc.
Com tudo o exposto acima, fotojornalistas e empresas como jornais e agências de notícia já adotaram ou estão adotando as câmeras digitais como padrão pela rapidez de captura e envio de imagens: fotografa-se um assunto, e do próprio local transmite-se a imagem digital por telefone ou outros meios à redação.
Não podemos esquecer ainda que a fotografia digital também é ideal para aplicações científicas. De fato, em astronomia, os sensores digitais já estão sendo usados há anos, até mesmo no telescópio orbital Hubble. Também nos microscópios estão sendo utilizados sensores digitais.
Hoje em dia, os maiores usuários de imagens fotográficas digitais são os desenvolvedores de multimídia e os webmasters. Desde que tanto a multimídia como páginas da WEB são apresentadas sempre em monitores de computador (ou projetadas por meio de equipamentos computadorizados), as imagens digitais são uma necessidade. Em pouco tempo o usuário doméstico também estará lidando com desenvoltura com a fotografia digital.
Finalmente, outro campo para imagens digitais é o de fotos de identificação para empresas, por exemplo

enviada por Guy



20/08/2004 20:23

Uma fotografia é feita com o cérebro e o olho do fotógrafo.
A câmera é, apenas, o instrumento que captura a imagem.



Imagem capturada com camera digital de 3.34 MP de resolução.

Fotografia Digital, a Democracia da Imagem
A fotografia digital é uma evolução recente da fotografia e a primeira grande revolução, em mais de um século de existência. Surgiu com o advento do computador, que trouxe todo um mundo novo de possibilidades e de mudanças para a sociedade moderna.
Na verdade, foi a pesquisa espacial a responsável pelo surgimento da fotografia digital, devido a necessidade de um sistema que enviasse imagens capturadas por sensores remotos e transmitidas através das ondas de rádio, para a Terra.
No campo da fotografia, as transformações estão ocorrendo de forma radical, possibilitando que as imagens não sejam mais necessariamente registradas através de processos químicos, mas sim por meio digital, ou seja, capturadas por câmeras fotográficas equipadas com sensores e interpretadas em termos de números binários pelo computador. Em seguida, a imagem digital pode ser transferida para a memória do micro e exibida no monitor, para posterior edição e impressão, ou ainda para ser impressa diretamente através de uma conexão entre a câmera digital e impressoras que reconheçam os arquivos de imagens digitais.
Embora as câmeras fotográficas digitais ainda sejam novidade em termos tecnológicos, isso não quer dizer que a fotografia digital ainda esteja na infância, muito pelo contrário. Mesmo que a maioria dos fotógrafos (amadores ou profissionais) ainda resista a fotografia digital, e independentemente das limitações que ainda cercam este equipamento, as câmeras digitais são com certeza o futuro da fotografia, e é apenas questão de tempo sua plena aceitação pela totalidade dos usuários.
Na realidade, está cada vez mais difícil distinguir, uma vez impressa, uma fotografia tirada por uma máquina 35 mm tradicional utilizando filme fotográfico de uma imagem produzida por uma câmera digital – a única diferença substancial ainda é o custo dos equipamentos digitais mais sofisticados de última geração. A verdade é que as câmeras digitais estão incorporando controles sofisticados e até mesmo novidades jamais sonhadas pelo fotógrafo tradicional, como o benefício de se ver no mesmo instante se a foto ficou boa ou não, apaga-la se não estiver satisfeito, refazê-la quantas vezes forem necessárias até que seja aprovada...
É claro que existem câmeras digitais mais populares e preço final baixo. Nesses modelos, a qualidade de imagem é limitada e a falta de controles manuais são um problema (para fotógrafos experientes), mas tudo é questão de custo-benefício, e do que o usuário pretende extrair de sua máquina fotográfica. Se a idéia for apenas produzir imagens para serem vistas na tela, ou mesmo em apresentações, ou ainda enviar imagens rapidamente pela Internet para parentes e amigos (mesmo os profissionais precisam de imagens de baixa resolução para apresentação na WEB), então câmeras de baixo custo, que geram imagens em baixa resolução, são mesmo as mais indicadas. Nas câmeras digitais mais sofisticadas já existentes e em novos modelos que estão surgindo, o panorama é bem diverso. Na verdade, atualmente a qualidade da imagem rivaliza ou até excede, em alguns casos, as obtidas por câmeras SLR 35 mm tradicionais. Isso porque câmeras digitais com lentes intercambiáveis e tantos controles quanto qualquer modelo reflex tradicional já são realidade.
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Todas as fotos deste blog, são de autoria de Guy Joseph (©) e não devem ser reproduzidas sem autorização expressa.
Mensagens podem ser enviadas para: guyjoseph@ig.com.br
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enviada por Guy






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